FilhosViagens

Viajar com Crianças

8.9Kviews

Como melhorar um “pesadelo”

Hoje vou vos falar de uma das coisas que menos gosto de fazer, viagens longas de avião com crianças!

Desde que nasceram que os meus filhos andam de avião, por força das circunstâncias, várias vezes por ano… O Francisco veio para o Brasil com 3 meses e a Soledade com 1,5 mês já estava a viajar para Portugal. Por ano vamos, no mínimo, 3 vezes a Portugal, fora outras viagens. Muitas destas viagens sou eu e eles, porque o Paulo vai ou volta mais cedo.

Por isso, se há tema que eu e eles conhecemos bem são viagens longas … de avião!

Fases

Na minha opinião existem 3 fases:

  1. A primeira, quando eles são recém nascidos até 1 ano. É uma fase que exige uma logística interminável, entre as medidas de leite para 10 horas + 4 horas em aeroportos, fraldas, mudas de roupa, mantinha, nanhinha, etc… Mas que para as crianças acaba por correr bem porque eles têm o berço do avião e basicamente é dorme, come e dorme.
  2. A segunda, é depois de um 1 ano até uns 4 anos. A pior de todas… como conseguir fazer uma criança de 2 anos que começou a andar e a falar ficar quieta por 10 horas?! Com a agravante que entre 1 e 2 anos não têm cadeira e têm que a partilhar com os pais… Para quem tem crianças grandes, um sonho. Além de não perceberem que têm que ficar sentadas! Não percebem o conceito do cinto, da aterragem, de copos numa mesa que pode entornar tudo a qualquer instante… Enfim, 10 horas de stress e nervos.
  3. A terceira, depois dos 4. Começam a gostar de filmes e a serem capazes de ficar mais de 10 minutos concentrados com um! Já têm as suas distrações dando alguma folga aos pais…

Eu quero acreditar que já estou na terceira fase… pelo menos estou a aproximar-me dela.

Dicas

Algumas dicas para quando viajo com eles:

  1. Nesse dia tento esgotá-los com actividades… (parques, etc…),
  2. Tento passar o menor tempo possível com eles para ter as minhas reservas de paciência no máximo,
  3. Cada um leva a sua mochila (a Soledade sempre teve a sua mesmo que muito pequena). Eles têm que se habituar a levar as suas coisas, e que não pode ser a mãe a levar tudo e mais alguma coisa de que eles precisem. Cada um leva na sua mochila uma água, dois pacotes de bolachas pequenos e uma caixinha de leite,
  4. Eu viajo de mochila (para ter as mãos livres para eles) e um troller.
  5. Levo sempre no troller: uma muda de roupa para eles, um agasalho, uma bolsa que tem livros, canetas e adesivos para os entreter e sempre alguma novidade / presente,
  6. Ainda no aeroporto antes do embarque cada um tem que tomar umas gotas de Dramin (remédio para o enjoo que os deixa mais sonolentos). E aqui a minha experiência é vasta… já experimentei vários que tiveram o resultado precisamente oposto…
  7. Quando entramos no avião tento não os excitar muito… ainda sem filmes, é a altura ideal para os pôr a dormir, quando resulta é um sonho, quando não, só mesmo depois do jantar…
  8. Perto da aterragem já começo a respirar fundo porque já falta “pouco” – recolher todas as coisas espalhadas pelos assentos, andar Kms entre a porta de desembarque e os passaportes, passar nos passaportes, pegar num carrinho, carregá-lo com as malas e ao mesmo tempo levar as crianças atrás! Tudo simples!!

Acho que só mesmo quem passa por isto percebe a DIMENSÃO do que estou a escrever.

Enfim, não sei se sorte ou azar o Francisco desde sempre que diz que quer ser Piloto!

  • Julieta Kitumba

    Viajo quase sempre com os meus filhos sozinha porque o pai normalmente tem outra agenda, então sei bem o que está a escrever.
    É um stress, sufoco e sempre fico com os cabelos em pé kkkkk.
    Gostei bastante porque me identifico.

Mafalda Lourenço
Mãe de 2 filhos (Francisco e Soledade), Advogada, Consulesa de Portugal em São Paulo, Dona de casa ... Curso de Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa Pós graduada em Direito do Consumo Curso de Consultoria e Imagem da Escola Panamericana de São Paulo Igual a qualquer mulher!